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Categoria "livros"

Resenha #12: Como Eu Era Antes de Você | Jojo Moyes

Em 16.02.2016   Arquivado em livros, resenha

Nome: Como Eu Era Antes de Você

Daniel Pereira

Autora: Jojo Moyes

Editora: Intrínseca

Páginas: 320

Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro. Como eu era antes de você é uma história de amor e uma história de família, mas acima de tudo é uma história sobre a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

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Voltando pras resenhas de livros depois de muito tempo, com um dos livros mais emocionantes que eu já li. A Bola da vez é o lançamento da Jojo Moyes, cujo filme está com estreia prevista para março deste ano. Eu confesso que não chorei, mas esse livro me fez pensar bastante no rumo que estou dando na minha vida, e o que fazer para mudar isso.

O livro conta a história de Will e Lou, duas pessoas completamente diferentes. Will Traynor era um CEO rico de Londres, sua vida era uma correria, mas ele ainda tinha tempo de praticar esportes radicais, e isso era sua paixão; Lou era uma garota sem muitas ambições e seu mundo se resumia à cidade onde morava, o café onde trabalhava, a família e o namorado, Patrick.
Até que o acidente muda radicalmente a vida de Will e junta ele e Lou numa situação completamente, digamos, inusitada. Lou perde o emprego que tanto gostava e precisa ir atrás de outro. O problema, porém, era que ela só sabia fazer aquilo, servir café e ser boa e atenciosa com as pessoas, até que, depois de alguns bicos, surge uma vaga de cuidadora para um tetraplégico, e é ai que ela conhece Will. No começo eles se odeiam, e Lou realmente pensa em pedir demissão, por conta do gênio difícil de Will. Ele não gosta de ser ajudado e muito menos de pedir ajuda, visto seu passado envolvendo “liberdade”. O tempo vai passando e ele vai, aos poucos e graças às insistências de Lou, mostrando a pessoa que ele era antigamente. Lou também conhece Nathan, enfermeiro de Will e a pessoa que a ajuda durante os primeiros meses no trabalho e a entender a vida que rolava na casa dos Traynor.

Quando Lou, ouvindo uma conversa entre os patrões, descobre o segredo de Will, ela começa a fazer de tudo para mostrar a ele que a Vida não acabou no momento que ele ficou preso àquela cadeira. Ela monta uma lista de “Coisas a fazer” antes que o seu tempo de seis meses no trabalho acabe. Durante essas pesquisas, Lou começa a entrar no mundo dos tetraplégicos e percebe que existem realmente muitos empecilhos e preconceitos, mas também muitas coisas interessantes a se fazer para não deixar que a depressão domine. Em meio a essas pesquisas, ela rompe com Patrick, seu pai volta a trabalhar e sua irmã volta para a faculdade. É por isso que ela procura ajudar Will, se aventurando em mergulhos, festas na praia e viagem em avião, já que Will vive dizendo que Lou “não vive” e que tem um horizonte muito limitado.

No final, tem uma carta lindíssima que Will escreve para Lou que me deixa realmente emocionada. E, durante o livro, existem capítulos pela visão dos personagens secundários como Nathan e os pais de Will.

Esse é o primeiro livro que eu leio da Jojo Moyes e estou apaixonada pela escrita dela, o jeito que ela escreve simples e de fácil entendimento, é uma leitura que te prende do inicio ao fim, sem contar que é muito viciante. Gostei mesmo.

5 estrelas (1)

Resenha #10: A Bússola de Ouro – Trilogia Fronteiras do Universo | Philip Pullman

Em 31.05.2015   Arquivado em livros, resenha


Nome: A Bússola de Ouro #1.
Trilogia: Fronteiras do Universo.
Autor: Philip Pullman.
Editora: Objetiva.
Páginas: 370.
Classificação: 5/5
Sinopse: A jovem Lyra se lança numa busca desesperada e enfrenta terríveis obstáculos quando seu amigo Roger desaparece em um universo de fantasias, onde os daemons correm pelas ruas de Oxford e Londres e um redemoinho de poeira misteriosa está por toda parte, tornando possível às crianças conhecerem segredos que os adultos dariam tudo para desvendar. 

Um livro de fantasia, mas que abarca questões bem complexas como religião, viagem no tempo, teorias da conspiração, criação do universo, dentre inúmeras outras.
A história se passa em um mundo muito parecido com o nosso, mas com algumas diferenças importantes. Cada humano possui um companheiro inseparável, chamado Daemons/Dimon¹. uma espécie de espírito que possui a forma de um animal.. Humano e dimon são ligados na vida e na morte. Durante a infância, enquanto a personalidade ainda está sendo moldada, os dimons tem a capacidade de mudar de forma, mas quando seu humano se torna adulto adquire uma forma fixa, a qual geralmente é a expressão do que a pessoa se tornou.

A Faculdade Jordan, em Oxford, Inglaterra, é o lar de Lyra, orfã e com 11 anos. Por morar na universidade, teve uma boa educação e se gaba disso, apesar de não ter dado tanta importância as aulas, preferindo brincar com os meninos da redondeza e com seu melhor amigo Roger. Um dia, ela e seu dimon Pantalaimon (Pan) entram numa sala proibida da faculdade por pura curiosidade e acabam tendo que se esconder lá dentro. Então descobre a existência do misterioso Pó.

Ninguém sabe o que ele realmente é, só que as crianças o atraem com mais facilidade que os adultos. Isso deixa um burburinho no ar. É ai que algo muito estranho começa a acontecer. Por todos os lados do país surgem histórias de crianças desaparecendo sem explicação. Ninguém sabe quem está fazendo isso. Mas Lyra só começa a ficar preocupada com isso, de verdade, quando Roger desaparece, além de outras crianças da região onde mora.

Ela decide então, sair para procurá-lo, mas o aparecimento da Sra Coulter, uma mulher linda e inteligente, a faz esquecer temporariamente de seu amigo. Prontamente decidiu ir para Londres para se tornar assistente dessa interessante e sofisticada mulher. Antes de partir, porém, o Reitor lhe entrega um estranho objeto que se parece com uma bússola, e pede que Lyra o esconda da Sra Coulter. Após fazer descobertas importantes, a menina foge e começa sua jornada para salva as crianças e traze-las de volta para suas famílias. Em meio a isso, finalmente descobre o que é o misterioso artefato que o Reitor lhe dera. Se chama Aletiômetro, que tem a função de dizer a verdade, mas de complicada compreensão, só podendo ser lido por aqueles que possuem um dom especial.

Em meio a feiticeiras e ursos de armadura, Lyra começa a aprender que existe muito mais do que ela sequer imaginava e, mesmo sendo uma criança, chega a lugares e faz coisas que adultos nunca fariam, sempre utilizando de sua inteligência e perspicácia.

Não vou me ater ao filme nesta resenha, pois a adaptação não passou nem perto da essência do livro.

Já comecei a leitura do segundo livro. Ao terminar posto a resenha aqui.

E quais foram suas impressões a respeito do livro/filme?

Beijinhos!!

¹Daemons/Dimon :Estes seres, são uma espécie de personificação da alma humana, são ligados espiritualmente e não suportam a separação, mesmo que momentânea

Resenha#8: Maze Runner – Correr ou Morrer | James Dashner

Em 10.12.2014   Arquivado em livros, resenha

Nome: Maze Runner – Correr ou Morrer
Editora: Vergara & Riba
Páginas: 426
Autor: James Dashner

Sinopse: Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam “A Clareira”, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar – chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr… correr muito. 

 
Confesso que não sabia da existência deste livro até que o filme foi lançado. Fui ao cinema com alguns amigos e, tão logo que sai da sessão, fui direto comprar o primeiro livro. Nossa, é muito bom.  

A estória gira em torno de um labirinto. No centro dele, está a Clareira. Todo mês um garoto era mandado para lá através de um elevador no subsolo, chamado de Caixa. Os garotos chegam lá totalmente desmemoriados. Isso passa, porém conseguem se lembrar apenas de seus nomes. 

Cada um tinha o seu papel na Clareira. A ordem era mantida. Todos tinham as suas tarefas, seus cargos, mas nunca deixaram de tentar encontrar alguma saída do labirinto. Esses eram os Corredores. Todos os dias, assim que as portas do labirinto se abriam, os garotos com melhores condições físicas corriam por dentro do labirinto para mapeá-lo e antes que os portões de pedra do labirinto se fechassem, eles voltavam ao seu QG e comparavam os mapas ao final do dia. A maior regra entre os Clareanos era: Prezar pela Ordem e não ficar no labirinto depois das portas fechadas. E a vida na Clareira foi assim até a chegada de Thomas. Ele implantou dúvidas na cabeça dos garotos. Alguns continuaram a viver sua vida pacata por lá, mas sempre olhando torto para Thomas. Os mais inteligentes, porém, compartilhavam das perguntas que o recém chegado fazia.

“De onde vem os Verdugos? Por que só aparecem durante à noite? Quem eram os Criadores e porque mandavam garotos para sofrer naquele labirinto? O que estava acontecendo lá fora?

E no meio de tantos questionamentos, uma garota aparece na Caixa no dia seguinte, em coma, e com uma mensagem bastante peculiar escrita num bilhete: Ela é a última. Os clareanos sabiam que as coisas não poderiam acabar bem. E o mais estranho de tudo: Thomas sentia que a conhecia a garota de algum lugar, e já sabia o nome dela. Era Teresa.
Muitos começaram a acreditar que Thomas tinha algo a ver com tudo que acontecia, apesar dele negar veementemente. Foi então que o Caos teve início. Eles começam a correr para sobreviver e acharem uma saída daquele labirinto. É nessa hora que eles acham os Criadores e descobrem, pelo menos de início, o porque de estarem ali. O que vai acontecer com eles de agora em diante? Será que finalmente estão livres de todo aquele sofrimento?


O livro é ação do início ao fim, e te prende de tal maneira, que você não consegue se desgrudar. A capa e a diagramação são perfeitas. Primeiro eu comprei o livro sozinho, depois acabei ganhando o box de aniversário e estou tentando baixar o ebook. Para mim, é uma das melhores distopias já feitas. Recomendo totalmente a leitura. Mas, se você é um daqueles que não curte muito ler, assista o filme!! Foi uma adaptação totalmente fiel!



Espero que tenham gostado da resenha!! Beijinhos



Resenha#5: A Esperança | Suzanne Collins

Em 21.11.2014   Arquivado em A Esperança, jogos vorazes, livros, resenha, Suzanne Collins

Nome: A Esperança
Editora: Rocco

Páginas: 424
Autora: Suzanne Collins

Sinopse: Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?

“ – O presidente Snow diz que está nos enviando uma mensagem? Bom tenho uma para ele. Você pode nos torturar e nos bombardear e queimar nossos distritos até que eles virem cinzas, mas está vendo isto aqui? – Uma das câmeras segue o local que eu aponto com a mão: as aeronaves queimando no telhado do armazém em frente a nós. A insígnia da Capital em uma das asas brilha visivelmente em meio às chamas. – Está Pegando fogo! – Estou gritando agora, disposta a ter certeza que ele não perderá nenhuma palavra. – Se nós queimarmos, você queimará conosco!”

No desfecho desta trilogia, acabamos por ver o que está acontecendo nos Distritos depois de Katniss ter incitado a revolução. Essa parte foi algo que me empolgou bastante, pois os outros distritos finalmente sairam do estado de “pão e circo” e vão lutar pelos diretos que há muito lhes foram tirados.
Esta é uma luta contra aqueles que usam o poder sem limites para dominar. Destruir o Presidente Snow, derrubar a capital. Mas a que custo? É a parte mais difícil, onde as perdas serão incalculáveis e poucos serão os sobreviventes.

Os pequenos atos de rebeldia durante os jogos e as comemorações renderam a Srta. Everdeen a simpatia da população. Portanto ela precisa agora ser o símbolo da causa rebelde, precisa ser o Tordo.
Gale está ao seu lado e se sente mais pronto para enfrentar a capital do que para lutar pelo coração de Katniss, afinal ele sabe da decisão dela. Peeta está sendo usado pela capital e Katniss está destroçada ao ver o quanto ele está sofrendo por causa disso. Ela precisa escolher se irá lutar esta batalha para salvá-lo e restaurar a paz em Panem. Mas, do outro lado, está a sua família, a qual quer proteger a qualquer custo e isso a faz ficar bem dividida – Bem mais do que fica em ter de escolher entre Peeta e Gale -. 

A estória sobre a Guerra foi muito bem desenvolvida, te prende a atenção do começo ao fim, ainda mais com o jeito com que a autora mostra as transmissões, deixando o leitor com os nervos a flor da pele e preocupado com o que vai acontecer a seguir.

Suzanne Collins levou a guerra até as últimas consequências, não poupou dor e nem personagens.
Se você gosta de distopias, recomendo essa leitura. Mas se espera por um final “conto de fadas”, sinto muito. 
A autora pecou um pouco no desenvolvimento de Gale, ele ficou bem apagado durante esse último livro, muitos personagens adorados pelos leitores tiveram finais não tão “legais”, e penso que o Snow deveria ter sofrido mais um pouco pra pagar todos os pecados que cometeu. Confesso que o meu livro preferido foi Em Chamas, mas mesmo assim indico a leitura de A Esperança.

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