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Categoria "resenha"

Entre Abelhas – Fabio Porchat

A presença de Fábio Porchat, Luis Lobianco, Marcos Veras e do diretor Ian SBF – todos do canal humorístico “Porta dos Fundos” – pode enganar o espectador desavisado e levar a pensar que “Entre Abelhas” é uma comédia, mas não é..
Entre Abelhas conta a história de Bruno (Porchat), um rapaz melancólico que acaba de se separar de sua mulher (Giovanna Lancellotti), e volta para a casa da mãe (Irene Ravache). Além das dificuldades de readaptação, ele começa a ter outros problemas. Sem qualquer explicação, tropeça “no ar”, vê objetos inanimados se mexendo sozinhos. Logo, ele percebe que está deixando de ver as pessoas.

Enquanto a mãe (Irene Ravache) acredita na cura, e o faz procurar médicos e soluções durante o desenrolar do filme, o próprio Bruno parece ter certeza de que está num caminho sem volta, e passa os dias anotando na parede os números de rostos que ainda enxerga, cuja conta só aumenta. Sua melancolia é ainda maior porque, à sua volta, também são poucas as pessoas que o enxergam: sua ex-mulher (Giovanna Lancellotti) só quer que assine os papéis do divórcio; seu melhor amigo (Veras) só quer contar os próprios problemas. Ele está só – e só agora percebe que sempre estivera.
Um filme muito interessante, com atuações excelentes. As piadas são pensadas com mais atenção e nada está lá por acaso. A forma como o filme explora um mundo conectado com pessoas cada vez mais solitárias e “cegas” foi muito bem executada. São poucas as pessoas que lhe cumprimentam na rua, ou que dão “bom dia” para o motorista de ônibus, ou que se desculpam ao esbarrar em alguém na rua. Estão todos fechados em seus próprios problemas, que não percebem mais o mundo, nem as pessoas ao redor. É um filme que nos faz refletir e repensar os nossos atos e mudar, antes que seja tarde demais.

Resenha#9: O Clã dos Magos – Trilogia do Mago Negro #1 | Trudi Canavan

Em 12.12.2014   Arquivado em resenha

   Jovem Adulto, Fantasia
Páginas: 446
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purificar as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam. Enquanto a multidão é expurgada da cidade, uma jovem garota de rua, furiosa com o tratamento dispensado pelas autoridades a sua família e amigos, atira uma pedra ao escudo protetor, colocando nisso toda a raiva que sente. Para o espanto de todos que testemunham a ação, a pedra atravessa sem dificuldades a barreira e deixa um dos mágicos inconsciente. Trata-se de um ato inconcebível, e o maior medo da Clã de repente se concretiza: uma maga não treinada está à solta pelas ruas. Ela deve ser encontrada, e rápido, antes que seus poderes fiquem fora de controle e destruam a todos.

Sonea é uma garota criada nas favelas de Imardin, capital do reino de Kyralia. Como todo favelado, a menina cresceu odiando os magos, o Rei e os nobres. Esse ódio é fundamentado pela purificação: Uma vez ao ano, o Clã envia alguns de seus magos, a mando do Rei, para expulsar os pedintes, favelados e os pobres da cidade levando-os novamente para as favelas. É comum que algumas pessoas morram pisoteadas durante a purificação. e isso gera muita revolta na população e ao redor de Imardin constitui-se uma verdadeira favela com pessoas de todos os tipos e procedências.

Sonea e seus tios Jonna e Ravel são expulsos de Imardin, e, enquanto migra novamente para a favela, a jovem reencontra velhos amigos. Todos os anos, durante a Purificação, a gangue de Harrim se reúne para apedrejar os magos. Eles sabem que,  por conta do escudo protetor que os magos projetam em seu entorno, as pedras batem no escudo  e viram pó, mas para os que estão sendo expulsos soa  como um ato de rebeldia, para mostrar que não concordam com essa atitude. Enchendo-se de raiva e mágoa e movida pelo desdém visto nos olhos de alguns magos, em especial pelo sorriso escarnecedor que um deu em na direção de seus amigos, Sonea atira sua segunda pedra, desejando, com toda sua raiva, que ela atingisse a cabeça desse mago. A pedra atravessa o escudo e atinge a fronte do mago.

Dessa situação gera um verdadeiro caos e faz os magos do Clã se reunirem para debater. Como é possível uma maga existir, que não seja das Casas (elite)? O que fazer com essa garota? Com a ajuda de seus amigos Cery, Harrin e Faren (ladrão) ela tenta fugir, mas seus poderes crescem e chega num determinado momento que ela não consegue controlá-los. Há uma verdadeira busca tanto na cidade quanto nas favelas, com os magos determinados a encontrá-la antes que seus poderes machuquem a si própria ou a quem ama.

Originalmente publicado em 2001, The Black Magician’s Giuld é o primeiro livro da Trilogia do Mago Negro escrita pela australiana Trudi Canavan. Apaixonei-me pelo livro. Quero muito ler a continuação e saber como será a reação dos personagens com a evolução dos poderes de Sonea (principalmente a Rothen). Penso que os leitores fãs de fantasia irão adorar ler O Clã dos Magos e, independente da idade, este livro pode encantar a qualquer leitor.

Resenha#8: Maze Runner – Correr ou Morrer | James Dashner

Em 10.12.2014   Arquivado em livros, resenha

Nome: Maze Runner – Correr ou Morrer
Editora: Vergara & Riba
Páginas: 426
Autor: James Dashner

Sinopse: Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam “A Clareira”, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar – chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr… correr muito. 

 
Confesso que não sabia da existência deste livro até que o filme foi lançado. Fui ao cinema com alguns amigos e, tão logo que sai da sessão, fui direto comprar o primeiro livro. Nossa, é muito bom.  

A estória gira em torno de um labirinto. No centro dele, está a Clareira. Todo mês um garoto era mandado para lá através de um elevador no subsolo, chamado de Caixa. Os garotos chegam lá totalmente desmemoriados. Isso passa, porém conseguem se lembrar apenas de seus nomes. 

Cada um tinha o seu papel na Clareira. A ordem era mantida. Todos tinham as suas tarefas, seus cargos, mas nunca deixaram de tentar encontrar alguma saída do labirinto. Esses eram os Corredores. Todos os dias, assim que as portas do labirinto se abriam, os garotos com melhores condições físicas corriam por dentro do labirinto para mapeá-lo e antes que os portões de pedra do labirinto se fechassem, eles voltavam ao seu QG e comparavam os mapas ao final do dia. A maior regra entre os Clareanos era: Prezar pela Ordem e não ficar no labirinto depois das portas fechadas. E a vida na Clareira foi assim até a chegada de Thomas. Ele implantou dúvidas na cabeça dos garotos. Alguns continuaram a viver sua vida pacata por lá, mas sempre olhando torto para Thomas. Os mais inteligentes, porém, compartilhavam das perguntas que o recém chegado fazia.

“De onde vem os Verdugos? Por que só aparecem durante à noite? Quem eram os Criadores e porque mandavam garotos para sofrer naquele labirinto? O que estava acontecendo lá fora?

E no meio de tantos questionamentos, uma garota aparece na Caixa no dia seguinte, em coma, e com uma mensagem bastante peculiar escrita num bilhete: Ela é a última. Os clareanos sabiam que as coisas não poderiam acabar bem. E o mais estranho de tudo: Thomas sentia que a conhecia a garota de algum lugar, e já sabia o nome dela. Era Teresa.
Muitos começaram a acreditar que Thomas tinha algo a ver com tudo que acontecia, apesar dele negar veementemente. Foi então que o Caos teve início. Eles começam a correr para sobreviver e acharem uma saída daquele labirinto. É nessa hora que eles acham os Criadores e descobrem, pelo menos de início, o porque de estarem ali. O que vai acontecer com eles de agora em diante? Será que finalmente estão livres de todo aquele sofrimento?


O livro é ação do início ao fim, e te prende de tal maneira, que você não consegue se desgrudar. A capa e a diagramação são perfeitas. Primeiro eu comprei o livro sozinho, depois acabei ganhando o box de aniversário e estou tentando baixar o ebook. Para mim, é uma das melhores distopias já feitas. Recomendo totalmente a leitura. Mas, se você é um daqueles que não curte muito ler, assista o filme!! Foi uma adaptação totalmente fiel!



Espero que tenham gostado da resenha!! Beijinhos



Resenha#7: Sussurro – Saga Hush Hush | Becca Fitzpatrick

Em 05.12.2014   Arquivado em livro, resenha

Título: Sussurro
Título Original: Hush, Hush
Série: Hush, Hush
1- Sussurro
2- Crescendo (2011)
3- Silêncio (2012)
4- Finale (2013)
Autora: Becca Fitzpatrick
Editora: Intrínseca
Páginas: 264
Ano: 2010
Sinopse:  Se apaixonar nunca foi tão fácil… ou tão mortal. Para Nora Grey, romance não era parte do plano. Ela nunca se sentiu particularmente atraída por nenhum garoto de sua escola, não importa o quanto sua melhor amiga Vee os empurrasse para ela. Não até a chegada de Patch. Com seu sorriso tranquilo e olhos que parecem enxergar dentro dela, Nora é atraída por ele contra seu bom senso. Mas após uma série de acontecimentos aterrorizantes, Nora não sabe em quem confiar. Patch parece estar onde quer que ela esteja, e saber mais sobre ela do que seus amigos mais íntimos. Ela não consegue decidir entre cair nos braços dele ou correr e se esconder. E, quando tenta encontrar algumas respostas, ela se acha próxima de uma verdade que é bem mais perturbadora do que qualquer coisa que Patch a faça sentir. Nora está bem no meio de uma antiga batalha entre os imortais e aqueles que caíram – e, quando se trata de escolher lados, a escolha errada poderá custar sua vida.

Há uma guerra acontecendo, oculta da humanidade, e que pode explodir a qualquer instante. De um lado há os anjos caídos e do outro há os nephilins, que nada mais são do que crias de anjos caídos com humanos. Muitos deles estão escondidos na Terra, esperando sua chance de se rebelar e terem sua vingança.

Nossa protagonista chama-se Nora Gray. Para ela, as coisas não andam muito boas: Dentro de um ano, seu pai morreu e sua mãe tem de trabalhar dobrado para sustentar as duas e pagar a hipoteca da casa. Sua rotina continuava a mesma até que, em uma aula de Biologia, aparece um rapaz que toma o lugar de sua melhor amiga como dupla. A atração por ele é imediata. Desde então, Nora tem a crescente sensação de que Patch a está seguindo em todos os lugares, e a estranha impressão de estar sendo observada durante a noite.  Nora é bem introvertida, não se importava em não estar rodeada de amigos, nunca foi de sair muito ou de se preocupar com sua aparência e seu principal hobby era fazer resenhas para o eZine.

Ela pensava de modo rápido e simples, porém, com a chegada do rapaz, ela percebe que tudo é mais complicado e misterioso do que parece. E não chega a transformar isso numa obsessão, diferente de muitas mocinhas. As coisas se complicam quando estranhos acontecimentos ocorrem, colocando em risco tanto a sua vida como a de todos os com que se importa. 

Conforme os mistérios acerca de Patch vão se revelando, Nora vê que é tudo interligado e tudo que ela pensava sobre “viver uma vida normal” cai por Terra. Numa busca por resposta e ao mesmo tempo para proteger tudo aquilo que ama, Nora mergulha entre mistérios e situações perigosas para descobrir em quem confiar e para descobrir quem está tentando pôr fim à sua vida.

A capa é linda e nos atrai logo no primeiro momento. A diagramação está mais ou menos, a letra era bem pequena, o que eu não curti muito.
A autora escreve de maneira fluída, é bem original, saindo dos clichês de “estórias sobre anjos”. O livro tem um ritmo eletrizante, autenticidade nos diálogos. Porém, se você precisa de mais um motivo para começar a ler, é esse: PATCH!!

Patch é muito mais que um típico bad boy. Ele possui um humor sarcástico e é um tanto cínico, visando deixar Nora sem graça e atraída pelo perigo. Ele é apaixonante e suas frases de duplo sentido deixam Nora sem graça – e deixa a leitora louca por querer um cara desses também – 

     Nora: “Não saio com estranhos” – Patch: “Sorte sua que eu saio. Pego você às cinco.”

Patch: “Também está com um perfume gostoso.” – Nora: “Chama-se chuveiro. Sabão. Xampu. Água quente.” – Patch: “Nua. Sei como é.”

Espero que gostem e comentem o que acharam do livro!!
Beijos pessoal!

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